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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O HISTORIADOR

Saiba mais sobre o curso e a carreira de Historiador

Se você é daqueles que pira em filmes como “A Múmia” ou “Indiana Jones”, adora estudar História ou acha que seu professor de História deve ser a pessoa mais inteligente e satisfeita profissionalmente do mundo, talvez a carreira de historiador seja ideal pra você. O estudante da faculdade de História vai aprender sobre fatos históricos do mundo, mas também terá aula de sociologia, geografia, literatura brasileira, antropologia, economia, arqueologia e filosofia, por exemplo. Palestras, seminários e muita leitura serão parte do seu cotidiano. - Confira os 12 melhores cursos de História do Brasil Uma vez formado, o bacharel pode trabalhar com autoria e consultoria (avaliar ou produzir material didático), consultoria em áreas de produção artística ou turismo, ensino, memória empresarial (pesquisar a história de instituições e empresas) e pesquisa. Muitos Historiadores acabam se tornando colunistas de jornais ou repórteres, também. O mercado de trabalho é bom especialmente para quem estiver a fim de dar aulas em regiões mais do interior do país, onde faltam professores. Assessoria para cineastas e produtores de TV também estão em alta.

MMDC

MMDC

MMDC é o nome de um levante revolucionário paulista que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1930, Getúlio Vargas acabou com o modelo oligárquico republicano que existia desde a proclamação através de um golpe que ficou conhecido como Revolução de 1930. Seria o início de um longo período de 15 anos de permanência do político gaúcho na liderança do governo brasileiro. Todavia, esse período não seria calmo, mas repleto de discordâncias e circunstâncias que o próprio Vargas utilizaria para se manter no poder.

O governo de Getúlio Vargas, inicialmente, não era regido por uma Constituição formal, pois, ao tomar o poder, teve início um governo provisório que procurava romper com a oligarquia e implantar novas relações no Estado. Obviamente, São Paulo, que era um dos estados proeminentes no jogo de poder, não ficou satisfeito com a ascensão de Vargas e a reordenação que fazia do Brasil. Getúlio Vargas, inclusive, estabeleceu uma série de sansões aos paulistas, aumentando o descontentamento dos políticos provenientes daquele estado. Foi assim que logo começaram as primeiras manifestações contra o governo de Vargas. Os estudantes paulistas prepararam manifestações que ocorreram na capital do estado e o clima de revolta foi se expandindo. Um momento crítico da manifestação dos estudantes paulistas contra o governo de Getúlio Vargas aconteceu no dia 23 de maio ainda do ano de 1930. As dependências de uma célula apoiadora da Revolução de 1930 em São Paulo, chamada Liga Revolucionária, foi invadida por jovens opositores do governo do momento. Houve um combate que resultou na morte de quatro jovens paulistas: Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. Os jovens paulistas revolucionários eram conhecidos respectivamente como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes gerariam o movimento conhecido como MMDC.

O MMDC foi o movimento clandestino que oferecia treinamento de guerrilha aos paulistas. Prestando homenagem e tomando como nome as iniciais dos quatro jovens assassinados pela organização que apoiava o governo de Getúlio Vargas em São Paulo, o MMDC procurava organizar um movimento consistente e treinado militarmente para enfrentar o governo nacional com fins de conseguir a derrubada do presidente.

Além dos quatro jovens mortos em maio de 1930, houve outro, Orlando de Oliveira Alvarenga, que ficou gravemente ferido no confronto, mas só faleceu três meses depois. Por este motivo, é possível também encontrar a sigla MMDCA para representar o levante revolucionário. De toda forma, o certo é que o movimento revolucionário que se inspirou na morte dos jovens para definir seu nome desencadeou uma onda crescente de manifestações e enfrentamentos ao governo que culminou com os combates da Revolução Constitucionalista de 1932.



Fontes: http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3732320 http://books.google.com.br/books?hl=pt-

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

PRIMEIRA TURMA DE HISTORIA DE ITAQUAQUECETUBA

Olá pessoal, eis aí a primeira turma de História de Itaquaquecetuba formada em 2009 na UNG ITAQUÁ, na qual tive o prazer de fazer parte, pois foi muito prazeroso estar com cada um deles, parabéns turma, hoje muitos são professores e até palestrantes. Transpondo todos os obstáculos como um rolo compressor, por cima de lágrimas e dúvidas na certeza de alcançar um objetivo que era de de finalizar o que se tinha começado, embora que muitos céticos desprezariam essa frase eu não poderia deixar de citar, pois estou convicto que aquele que começou a boa obra é fiel para terminar: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé - 2 Timóteo 4:7

KARL MARX BIOGRAFIA

Karl Marx (1818-1883


A 5 de maio de 1818 nasce Karl Marx, na pequena cidade alemã conhecida pelo nome de Trêves. Seu pai, Hirschel Marx, advogado judeu, pôde proporcionar à sua família uma vida nos padrões de classe média.

Sua juventude foi cheia de estudos e uma vida tranqüila dentro da cultura burguesa européia. No entanto, ao terminar os estudos na Universidade, sua vida se transformaria radicalmente.

Na cidade natal, quando ainda era jovem, Marx ficou amigo de um barão, o qual lhe falara sobre o Socialismo Utópico. É a primeira vez que Marx ouve falar na possibilidade de uma futura sociedade sem classes e sem exploração.

Conhece a filha desse barão, Jenny; namoram por mais de sete anos. Casando-se com Jenny, Marx terá vários filhos.

Começou seus estudos universitários em Bonn, preocupando-se com Direito, História, Filosofia, Arte e Literatura. Contudo, concluirá seus estudos superiores na Universidade de Berlim.

A pretensão de Marx era tornar-se professor de alguma universidade alemã e prosseguir com suas pesquisas sociais. Entretanto, quando diplomou-se, era simpatizante da obra de um filósofo que tinha falecido poucos anos antes: Hegel. Marx foi um critico das teses de Hegel; no entanto, havia um aspecto no seu método que Marx admirava muito. Tal aspecto metodológico permitia fazer uma crítica ao governo alemão, que, representado por Frederico IV, começava a perseguir todos os simpatizantes de Hegel, inclusive, proibindo-os de dar aulas. Com isso, Marx inicia o ano de 1842 como professor, proibido de pôr os pés numa universidade, estando portanto desempregado.

Para sobreviver, torna-se jornalista. Seu primeiro artigo foi um comentário contra a censura e, infelizmente, não pôde ser publicado: foi censurado.

Devido à sua capacidade, em pouco tempo já era diretor do jornal Gazeta Renana. Foi como diretor desse jornal que patrocinou um estudo sobre a vida de camponeses que roubavam madeira pertencente ao Estado, vendendo-a em seguida. Esse estudo provou que os camponeses recebiam um salário tão baixo, que passavam fome, e por conseqüência roubavam a madeira. Para resolver esse problema de criminalidade, Marx propôs que se aumentassem os salários dos camponeses em vez de prendê-los. O governo alemão não gostou da sugestão e, por isso, fechou o jornal.

Diante desse acontecimento, Marx muda-se para a França, onde, em Paris, organiza uma revista (Os Anais Franco-Alemães), que denuncia a repressão do governo alemão contra a cultura e contra os trabalhadores. Essa revista entra clandestinamente na Alemanha; mesmo assim, em pouco tempo chega às mãos do Estado alemão que por sua vez pressiona o Estado francês, que acaba por expulsar Marx da França. Novamente, por motivos políticos, muda-se para outro pais: a Bélgica.

No tempo em que viveu na França, Marx começou a interessar-se pelo movimento dos trabalhadores. Diante de tanta exploração e miséria, a única coisa a ser feita é o trabalhador unir-se e lutar pelos seus direitos. Com essa idéia, passa a se dedicar à ajuda aos trabalhadores para sua organização: tudo o que escreve, artigos e livros, passa a ser com o objetivo de mostrar o quanto a sociedade capitalista produz de injustiça. Para acabar com os problemas sociais, seria necessário acabar com o capitalismo e começar a construir uma nova sociedade, onde todos os que trabalhassem recebessem o suficiente para viver bem. Onde todas as decisões fossem tomadas democraticamente pela maioria das pessoas. Uma sociedade onde não existissem nem ricos, nem pobres; enfim, lutar pela criação da sociedade socialista.

E é lutando junto com os trabalhadores pela instauração do socialismo que Marx escreve os seus livros, que explicam a sociedade em que vivia, ou seja, a capitalista.

No ano de 1848, o movimento operário preparou um congresso em Londres: Marx é convidado para expor suas idéias sobre como deve ser uma sociedade sem exploração; é quando escreve e apresenta ao público seu artigo Manifesto Comunista.

Expulso pelo governo da Bélgica, Marx instala-se definitivamente na Inglaterra. Sua vida foi a de um peregrino que lutou em defesa dos trabalhadores, e isso fez com que passasse por momentos difíceis na vida. Uma carta que Marx escreveu a seu amigo Engels, em 8 de setembro de 1852, dá uma idéia da pobreza em que se encontrava:

"(...) minha mulher está doente. Minha filha, Jenny, está doente. Heleninha está com uma espécie de febre nervosa. Não pude e nem posso chamar o médico por falta de dinheiro para os remédios. Há oito dias que alimento minha família unicamente com pão e batatas. E não sei se ainda vou poder comprar pão e batatas para hoje" (in Leonardo Konder, Marx — vida e obra, p. 96).

Karl Marx veio a falecer no dia 14 de março de 1883, devido a uma infecção na garganta e muito abalado com a morte de sua mulher e de sua filha mais velha. Somou-se a tudo isso a repressão policial ao movimento dos trabalhadores, que também o abalou bastante.

Sua obra é muito grande, e durante a vida, Marx não pôde ver as conseqüências do que tinha escrito. Morreu sendo pouco conhecido, a não ser pelos trabalhadores. No entanto, com o passar dos anos, principalmente nesses últimos oitenta anos, seus livros tornaram-se mundialmente famosos, inspirando os mais diversos movimentos de libertação da humanidade.

Principais obras:

Manuscritos econômico-filosóficos, 1844

A ideologia alemã, 1845 (escrito em colaboração com Engels)

A miséria da Filosofia, 1847

Manifesto comunista, 1848

As lutas de classe na França entre 1848 e 1850

O 18 Brumário de Luís Bonaparte, 1852

Contribuição à crítica da Economia Política, 1857

O Capital, 1867


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Historiador Eric Hobsbawm morre aos 95 anos

O historiador Eric Hobsbawm, 95, morreu na manhã desta segunda-feira (1º), em Londres, de acordo com a família. O historiador marxista e escritor estava internado no hospital Royal Free, em Londres, depois de um longo período doente.

"Sua falta será sentida não apenas pela sua mulher há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também pelos milhares de leitores e estudantes em todo o mundo", disse a família em um comunicado".


Nascido em 1917, na Alexandria, no Egito, Hobsbawm se tornou conhecido por obras como a "História do século 20" e "A Era dos Extremos", traduzida para mais de 40 idiomas.

Filho de pai britânico e de mãe austríaca, mudou-se para Viena quando tinha dois anos, e depois para Berlim. Aos 14 anos, ingressou no Partido Comunista. Tornou-se membro da Academia Britânica, em 1978, e foi premiado com a Ordem dos Companheiros de Honra, em 1998.

Seu último livro foi "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo", lançado em 2011.

Fonte: historiapensante.blogspot.com.br