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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Biografia Abraham Lincoln



Biografia de Abraham Lincoln:

Abraham Lincoln (1809-1865) foi presidente dos Estados Unidos da América. Foi o presidente que emancipou os escravos de seu país, Lincoln é considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história americana.

Abraham Lincoln nasceu em Hodgenville, Kentucky, em 12 de fevereiro de 1809. Filho de lavradores, desde cedo teve de trabalhar arduamente. Aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhor situação econômica. Pouco depois perdeu a mãe, e o pai casou-se outra vez. Devido à dificuldade de encontrar uma escola no novo domicílio e desejoso de progredir, o jovem Lincoln pedia livros a amigos e vizinhos para ler depois das tarefas diárias. Empregou-se numa serraria e mais tarde em barcos dos rios Ohio e Mississipi.

Em 1836, aprovado em exames de direito, tornou-se um advogado muito popular. No ano seguinte, sua família mudou-se para Springfield, Illinois, onde Lincoln encontrou melhores oportunidades profissionais. Casou-se em 1842 com Mary Todd, mulher inteligente e ambiciosa.

Início político

Filiado ao partido whig (conservador), Lincoln, entre 1834 e 1840, havia se elegido quatro vezes para a assembléia estadual, onde defendera um grande projeto para a construção de ferrovias, rodovias e canais. Nessa época, sua atitude diante do abolicionismo era reservada. Embora considerasse a escravatura uma injustiça social, temia que a abolição dificultasse a administração do país.

Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, tese que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos escravistas. Mais decisiva foi sua oposição à guerra no México, que o fez perder muitos votos. Sem conseguir se reeleger, afastou-se da política durante cinco anos.

Presidência

A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas.

Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Guerra de secessão

Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental.

Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra. Num só ano, decuplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte.

Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial.

A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox.

Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Transportado para uma casa vizinha, Lincoln morreu na manhã do dia seguinte.

Fonte:http://hid0141.blogspot.com.br/2012/02/abraham-lincoln.html

terça-feira, 14 de maio de 2013

Assembléia de Deus Origem no Brasil



“[...] Pouco tempo depois de Gunnar Vingren participar de uma convenção de igrejas batistas em Chicago, essas igrejas que aceitavam o Movimento Pentecostal, ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com o Espírito Santo.

Após uma ampla troca de informações, experiências e idéias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estavam guiando numa mesma direção, isto é, o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho à terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados. Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar o pastor Vingren em South Bend, Indiana (EUA). Durante aquela visita, quando participavam de uma reunião de oração, o Senhor lhes falou através de uma mensagem profética que eles deveriam partir para pregar o Evangelho e as bênçãos do Avivamento Pentecostal. O lugar tinha sido mencionado na profecia: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os dois jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do norte do Brasil”. (Adaptado de “História das Assembléias de Deus, Emílio Conde – CPAD”).

Daniel Berg e Gunnar Vingren: missionários suecos fundadores da Assembléia de Deus no Brasil

Primeiro templo da Assembléia de Deus no Brasil

No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era ainda quase que totalmente católico. A origem das Assembléias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século XX, especialmente na América do Norte.

Os participantes deste reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos 2). Assim, eles foram chamados de “pentecostais”. Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em outras línguas, que não as suas originais, quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais, tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas, também aconteceram.

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso, e até social, do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista – ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911, foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.

Segundo templo da Assembléia de Deus no Brasil

O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus.

Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.

Fonte: CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus (www.cpad.com.br)

Daniel Berg e Família

Gunnar Vingren e Família

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Uma nova História

São Vicente, primeira vila do Brasil, teve geografia alterada após onda gigantesteca
Em 1541, uma onda gigante atingiu São Vicente, a primeira vila do Brasil. Prédios foram destruídos e o núcleo urbano teve de trocar de lugar

Afalta de registros confiáveis impede que se saiba ao certo o que aconteceu no final do ano de 1541 na primeira vila fundada no Brasil, São Vicente, erguida numa ilha do litoral de São Paulo. Uma "onda gigante" teria arrasado o lugar. O cataclismo que atingiu a vila, então com cerca de 150 habitantes, foi relatado por frei Gaspar da Madre de Deus no século 18, com base nas atas da Câmara. Lendo os textos, o religioso descobriu e registrou: "Hoje é mar o sítio onde esteve a vila".

Em 1º de janeiro de 1542, a Câmara da vila não tinha onde funcionar e seus integrantes rumaram para uma igreja que resistiu à inundação. "A Câmara voltou a se reunir em uma igreja em 11 de março e 1º de abril", afirma a historiadora Wilma Therezinha Fernandes de Andrade, coordenadora do Centro de Documentação da Baixada Santista e professora da Universidade Católica de Santos (Unisantos) - ou seja, a reconstrução não foi imediata, o que mostra o tamanho do estrago.



O historiador Mario Neme, usando as referências de frei Gaspar, escreveu em Notas de Revisão da História de São Paulo que "em fins de 1541, verifica-se a destruição pelas águas do mar de diversas construções da vila, entre as quais a conhecida ‘casa de pedra’ ou fortaleza, da qual não se volta mais a falar e não é encontrada dez anos depois por Tomé de Sousa, quando visita a capitania de São Vicente". De acordo com Neme, com base em esclarecimentos deixados pelo espanhol Alonso de Santa Cruz, "a ilha de Urubuqueçaba [perto da praia de José Menino, em Santos] devia fazer parte das terras marginais, que, cobertas pelo mar em fins de 1541, teriam deixado à mostra apenas a porção mais elevada da rocha". O fenômeno, como se vê, não apenas destruiu boa parte das construções. Também alterou a geografia da região, com efeitos que seriam sentidos pelos habitantes do lugar.

Relatos dão conta que uma onda gigante teria deixado submersos dois importantes ícones da vila: a Igreja Matriz, o maior prédio de São Vicente, e o pelourinho, símbolo da autonomia municipal e onde novas leis eram lidas para

a população. Índios, mamelucos e os poucos europeus do lugar viviam de uma economia de subsistência, que ganhava fôlego quando os não muitos navios que passavam por ali a caminho do Rio da Prata eram reabastecidos. Naquela época, explica o arquiteto Rubens Gianesella, as construções na colônia eram precárias, de pau a pique ou de taipa de pilão (com argamassa de terra preparada em forma de madeira e socada com pilão) e cobertas com sapé. Por isso, eram muito frágeis. "Qualquer ressaca mais forte, dessas que vemos invadir calçadas e ruas, poderia ter destruído as edificações da vila", afirma.

Somente em 1543 os membros da Câmara solicitaram ao governo local o resgate de dois ícones da vila que estavam submersos: os sinos de bronze da Igreja Matriz e o pelourinho. Para as operações, o procurador da Câmara, Pedro Colaço, recebeu 50 réis por providência. Foram dados ainda 300 réis para Jorge Mendes, responsável por retirar o pelourinho da água, mais 20 réis para transportá-lo até outro local e outros 250 réis para Jerônimo Fernandes, que ficou com a tarefa de reerguê-lo. "Assim, o conselho gastou 620 réis para fazer o primeiro trabalho subaquático que se tem notícia do Brasil, quem sabe das Américas", observa Wilma Therezinha. O pelourinho se encontra hoje no Museu Paulista da USP, conhecido como Museu do Ipiranga.

Em 1555, ordenou-se a construção de uma nova Igreja Matriz, cerca de 300m acima do nível do mar e com os fundos voltados para o Atlântico. Ela está no mesmo lugar ainda hoje, depois de uma restauração no século 18. A onda gigante mexeu com o futuro da vila, fundada por Martim Afonso de Sousa em 1532 - ele se tornaria o donatário da Capitania de São Vicente. O porto, que funcionava como fonte da economia do lugar, mudou-se para onde está até hoje, no norte da ilha, que também é chamada de São Vicente. A mudança ocorreu a mando de Brás Cubas, fundador de Santos, e fez com que o novo porto se tornasse muito mais atraente para as embarcações - mas a contrapartida foi o crescimento de Santos em detrimento da vila original (hoje, as duas cidades dividem a ilha). "O porto das naus original foi bastante prejudicado no episódio e passa a não ter mais a função que tinha antes, por causa do assoreamento da baía", acrescenta o historiador Marcos Braga, coordenador da Casa Martim Afonso, em São Vicente. Além do porto, a vila como um todo também mudou. Foi reconstruída um pouco mais acima do nível do mar, ao redor da nova Igreja Matriz, na Praça João Pessoa. Quem caminha pelo centro histórico percebe que o local está em uma parte mais elevada em relação ao nível do mar do que a Biquinha de Anchieta, região de topografia mais baixa, onde a vila se concentrava antes de 1541.

Mas, afinal, o que devastou São Vicente? As opiniões se dividem entre uma grande ressaca e um improvável maremoto (veja o quadro acima). O oceanógrafo Michel Michaelovitch de Mahiques, da USP, trabalha com a hipótese de que uma só onda tenha sido responsável pela destruição. Ele explica que, apesar de o litoral sul do Brasil ser afetado por ressacas, elas são formadas por séries de ondas, ao contrário dos tsunamis - uma única e devastadora onda. "Os registros históricos são pobres, mas dão conta de que uma única grande onda arrasou a vila", diz Mahiques. Outra possibilidade, diz o oceanógrafo, é a de que um enorme escorregamento no talude (a escarpa submarina que vai da plataforma continental à zona abissal, 250 km mar adentro) possa ter gerado o fenômeno.

Uma ressaca das bravas

A ressaca é gerada por fatores externos sobre o mar. O maremoto tem causas endógenas, como terremotos. O efeito de cada um depende da magnitude. Apesar de, por vezes, grandes marés meteorológicas poderem ter impactos similares a maremotos, as consequências costumam ter maior distribuição espacial. "Suas ondas são provocadas pelo deslocamento do assoalho oceânico e propagadas em todas as direções, podendo atingir regiões bastante distantes", diz Eduardo Siegle, da pós-graduação em Oceanografia da USP. Um maremoto, como o que ocorreu em 2011 em Fukushima, no Japão, propaga-se a centenas de quilômetros por hora. Quando atinge a costa, pode levar a uma sobrelevação do nível do mar de até 20 m. Sem falhas geológicas no Atlântico Sul, as chances de um evento assim na costa brasileira são mínimas. "Com base em evidências históricas, é pouco provável ter havido um maremoto", diz Marcelo Assumpção, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. "Se ocorreu ou não em 1541, a chance de acontecer de novo é mínima, de uma vez a cada 10 mil anos."

Boa Noite

!"Boa noite pra você que sorri, que chora, que se alegra que se entristece, boa noite pra você que vive!!!!!